sexta-feira, 23 de maio de 2014

Uma espécie de auto-retrato ...

Pequena que nem uma ervinha rasteira
Com um coração do tamanho do céu
Infinita lealdade
Com quem, por vezes, não mereceu.

Inspiro-me numa imagem desfocada
Que relíquia de pormenor
De uma imagem tão pouco revelada
Talvez assim queimada pelo calor.

Olhos carvalho
Tom de pele bem latino
Mudei a cor do cabelo
De castanho para cor de vinho.

Da personalidade
Muito pouco ainda sei
Por comentários alheios já me magoei.

Tornei-me fumadora
Muitos cortes eu fiz
Por querer mostrar aos outros
Ser aquilo que nunca quis.

Posso tentar ilustrar-vos
Um pouco do que sou
Talvez uma criança ainda,
Afinal, pouco em mim mudou.

Expresso a minha maturidade
Em poemas à luz de velas
Inspirados em dias iluminados,
Escritos em noites belas...
Noites em que não consigo dormir
Tenho medo de não acordar
Já tentei acabar com a minha vida,
E fui salva pelo telemóvel, a tocar.

Não tenho medo da morte,
Ela um dia há-de chegar
Mas tenho cumprido a promessa
De não a antecipar.

O número 7 muito me tem mostrado,
Mostrado a razão, a razão porque crescemos
É pela passagem do tempo ? Acho que não.
Tem mais a ver com o que vivemos,
ou com o que queremos viver,
Tudo aquilo que ambiciono
É o que realmente me faz crescer.

Talvez me tenha estendido,
Um pouco mais que uma apresentação,
Mas inspirei-me para um auto-retrato
E isto é tudo apenas uma ilusão.

O que sou realmente,
Ninguém sabe ou há-de saber,
Somos todos uma mistura
Do que fomos e do que desejamos ser.

Com tudo isto,
Acabo por perceber
Que afinal nada sou,
E que nada hei-de ser.

Expresso-me em redes sociais,
O meu blog é o meu "cantinho"
Toda a gente pode ler o que escrevo
Só não creio, que ao ler, não lacrimeje nem um bocadinho.

Desde poemas de amor,
A breves notas de suicídio,
Todas elas lá estão
E nenhuma delas algumas vez colidiu.

Nas crenças Emo me deparei,
Apoio às minhas ideologias,
Não digo que me perdi
Mas que encontrei a minha alma em certas melodias.

E para terminar,
Espero que tenham percebido,
Que não sou uma insana mental
Apenas mais um adolescente
Pela adolescência desiludido.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

Uma espécie de auto-retrato ...

Pequena que nem uma ervinha rasteira
Com um coração do tamanho do céu
Infinita lealdade
Com quem, por vezes, não mereceu.

Inspiro-me numa imagem desfocada
Que relíquia de pormenor
De uma imagem tão pouco revelada
Talvez assim queimada pelo calor.

Olhos carvalho
Tom de pele bem latino
Mudei a cor do cabelo
De castanho para cor de vinho.

Da personalidade
Muito pouco ainda sei
Por comentários alheios já me magoei.

Tornei-me fumadora
Muitos cortes eu fiz
Por querer mostrar aos outros
Ser aquilo que nunca quis.

Posso tentar ilustrar-vos
Um pouco do que sou
Talvez uma criança ainda,
Afinal, pouco em mim mudou.

Expresso a minha maturidade
Em poemas à luz de velas
Inspirados em dias iluminados,
Escritos em noites belas...
Noites em que não consigo dormir
Tenho medo de não acordar
Já tentei acabar com a minha vida,
E fui salva pelo telemóvel, a tocar.

Não tenho medo da morte,
Ela um dia há-de chegar
Mas tenho cumprido a promessa
De não a antecipar.

O número 7 muito me tem mostrado,
Mostrado a razão, a razão porque crescemos
É pela passagem do tempo ? Acho que não.
Tem mais a ver com o que vivemos,
ou com o que queremos viver,
Tudo aquilo que ambiciono
É o que realmente me faz crescer.

Talvez me tenha estendido,
Um pouco mais que uma apresentação,
Mas inspirei-me para um auto-retrato
E isto é tudo apenas uma ilusão.

O que sou realmente,
Ninguém sabe ou há-de saber,
Somos todos uma mistura
Do que fomos e do que desejamos ser.

Com tudo isto,
Acabo por perceber
Que afinal nada sou,
E que nada hei-de ser.

Expresso-me em redes sociais,
O meu blog é o meu "cantinho"
Toda a gente pode ler o que escrevo
Só não creio, que ao ler, não lacrimeje nem um bocadinho.

Desde poemas de amor,
A breves notas de suicídio,
Todas elas lá estão
E nenhuma delas algumas vez colidiu.

Nas crenças Emo me deparei,
Apoio às minhas ideologias,
Não digo que me perdi
Mas que encontrei a minha alma em certas melodias.

E para terminar,
Espero que tenham percebido,
Que não sou uma insana mental
Apenas mais um adolescente
Pela adolescência desiludido.